O Gerenciamento do Dinheiro nas Apostas. A análise de Risco, A banca e o Limite da Stake!

O Gerenciamento do Dinheiro nas Apostas. A análise de Risco, A banca e o Limite da Stake!

O Gerenciamento de dinheiro, junto a fase de prognostico, é uma das partes fundamentais das operações nas apostas desportivas. Na hora de colocar nossas posições, é importante decidir qual resultado esperamos em relação a quantia do dinheiro que desejamos apostar. Nas apostas, por definição, corremos o risco de perder nosso dinheiro em troca de uma possibilidade de obter um beneficio.

Gestão de Banca nas Apostas é fator para o sucesso!

É por isso que, se optar por uma abordagem excessivamente cautelosa, o benefício será pequeno. Mas caso contrário, seja muito agressivo, uma sucessão de resultados negativos podem consumir todo nosso investimento e nos deixar fora do mercado. Na verdade, sem uma gestão adequada dos nossa banca, temos uma boa chance de perder todo o nosso dinheiro, mesmo com boas taxas de sucesso em nossas previsões.

Então, temos que focar na gestão adequada de nossa banca, na quantidade total de dinheiro disponível para apostas, que nos permita, por um lado, ir obtendo benefícios significativos, mas que por sua vez, nos permita controlar as percas, sem eliminar totalmente a nossa banca. O conjunto de métodos que se utilizam para gerir o dinheiro é conhecido habitualmente pelo termo em inglês “Money Management”, e me desculpe dizer é vital para o sucesso nas apostas.

A Importância de Gerir os Riscos nas Apostas

Uma aposta implica, por definição, o risco de perder o dinheiro que colocamos sobre a mesa para apostarmos. E isso não é um risco pequeno. Falência é uma situação catastrófica para todo apostador, que o deixa totalmente fora do mercado de apostas. A perda econômica se une a frustração por não ser capaz de recuperar essas perdas devido à falta de fundos. Por isso, uma boa gestão de banca deve ter como objetivo evitar, dentro dos limites de risco estatístico razoável, este tipo e situação.

Para ilustrar isso, nada melhor que analisar alguns exemplos práticos. Para fazer isso, fizemos várias simulações numéricas da evolução da nossa banca levando em consideração a natureza aleatória de apostas com o qual podemos visualizar facilmente todos os conceitos envolvidos na gestão adequada de dinheiro e a seleção de stakes. Para começar, vamos supor que um apostador cujo saldo no início de sua operação, consiste em 100 unidades monetárias. Para simplificar o cálculo, suponha que o apostador só faz apostas com probabilidades de 2. Nosso protagonista tem estudado em profundidade o tipo de jogo em que vai apostar, sabe de cor as características das equipes e jogadores, e por isso encontra um elevadíssimo valor positivo (+ EV) de 15% em todas as suas apostas. Isto significa que a probabilidade real de eventos que vai apostar é de 57,5%, enquanto que a probabilidade implícita na odd é de 50%.

No entanto, o nosso apostador é muito agressivo e coloca 25 unidades monetárias  em cada aposta. Se simularmos isso com uma planilha vamos obter um resultado semelhante ao observado no gráfico a seguir, onde cada linha representa a evolução de um cenário de sucesso/fracasso gerado com números aleatórios e assumindo a probabilidade de sucesso real que foi calculado anteriormente. O eixo vertical representa o saldo de nosso apostador, enquanto que o eixo x horizontal representa o número de apostas realizadas sob estas condições:

A primeira coisa que vi neste gráfico é que há um número bem elevado de casos em que o nosso apostador perde todo o seu dinheiro e vai à falência. Esta é uma situação catastrófica, porque uma vez consumido a nossa banca, estaremos fora do mercado, e somos obrigados a adicionar novos recursos que não podemos ter, ou que possam prejudicar nossa situação financeira pessoal. Se fizermos uma simulação de 1.000 cenários de apostas e representarmos a porcentagem de casos em que a contagem vai para zero, teremos o resultado que resume o gráfico seguinte:

 

Com esta gestão mais cautelosa e menos agressiva observamos que a probabilidade de falência é drasticamente reduzida. Após 20 apostas, a perda total ocorre por volta de 0,5% dos casos, enquanto que após 100 apostas, este número é de 3,5%.

Se o nosso apostador fosse muito mais sábio e arriscasse apenas 5 unidades de sua banca em cada aposta, o gráfico de resultados globais seria:

Podemos observar que, sob estas condições mais prudentes em nenhum caso o nosso apostador vai à falência, pelo qual ele poderia manter suas operações por tempo indeterminado. Graças a isso, o nosso protagonista vai ter a longo prazo grandes probabilidades de obter benefícios graças à sua boa porcentagem de acertos e o valor que é capaz de encontrar em suas apostas. É verdade que a taxa em que cresce sua conta não é a mesma que poderia fazer para aumentar o valor apostado, mas vemos que a gestão prudente pode manter uma operação sustentável ao longo do tempo e pode sobreviver derrotas consecutivas, graças às sua gestão monetária prudente. Neste caso, você está usando uma boa estratégia de gestão de dinheiro.

Além do risco puramente econômico, há outros riscos no mundo das apostas dos quais deve ser plenamente consciente. Para lidar com isso, a nossa preparação mental é fundamental e, portanto, ler, aprender, conhecer a nós mesmos, analisar friamente o nosso comportamento e estudar cada detalhe de nossas operações é o melhor conselho que podemos dar.

Quanto dinheiro devemos apostar?… Determinando uma banca.

É altamente recomendável planejarmos um orçamento para as apostas e seguir estritamente a ele. Este orçamento deve acomodar a situação pessoal de cada apostador, e deve, em todo caso, ser separado dos gastos de primeira necessidade próprios e de nossa família. O apostador deve estar ciente de que uma vez consumido este orçamento, suas operações no mundo das apostas deve acabar, sendo assim uma gestão prudente da nossa banca conseguiremos evitar a falência.

Determinar um valor que pode apostar sem interferir em seu orçamento!

Para a maioria dos apostadores, as apostas são uma distração recreativa ao invés de uma atividade profissional. Por isso, temos de assegurar que nossas apostas permaneçam como uma atividade de lazer e determinar nosso orçamento como tal. Obviamente, cada família e cada caso é diferente porque o nível de receitas e despesas depende da nossa situação financeira, mas parece claro que o nosso orçamento deve ser uma fração do dinheiro que sobra, depois de subtrair dos nossos custos de habitação tais como aluguel ou financiamento, água, luz, telefone, despesas de alimentação e de vestuário, a educação dos nossos filhos, lazer e da nossa família como férias ou atividades extracurriculares. E sempre que possível, deixando algum espaço para despesas imprevistas e de poupança da família.

No caso dos apostadores e tipsters profissionais, é óbvio que a quantidade de dinheiro dever ser maior. A administração deve ser absolutamente rigorosa, mantendo uma contabilidade detalhada de todas as operações e com plena consciência de que estamos a gerir um negócio. Nesta situação deve deixar de lado qualquer consideração lúdica e focar em critérios estritamente profissionais na hora de determinar as operações. Uma consideração importante deve ser qual porcentagem de nossos lucros vamos extrair periodicamente de nossa banca para manter nosso estilo de vida, e estabelecer regras estritas de operação e determinar as quantidades exatas a apostar em cada operação.

O limite da stake em função da nossa Banca

A escolha de quanto dinheiro destinamos a uma aposta em particular dependerá principalmente sobre as probabilidades implícitas e reais de sucesso estimadas nessa operação. No mundo das apostas é chamado de Stake, que sera maior ou menor dependendo de como estamos confiantes em nossas chances de sucesso. No entanto, mesmo antes de determinar este valor, devemos ter pré-fixado um limite máximo para jogarmos em uma única operação, com o objetivo de evitar o risco de falência, como discutimos acima. Isso é chamado de limite de stake.

O limite da stake depende da nossa banca. Como já discutimos anteriormente, que deve ser um número pequeno o suficiente para ser capaz de absorver percas e manter uma reserva financeira suficiente para reestruturação da nossa banca. Não há números fixos e absolutos para definir o limite de stake, mas no mundo das apostas se aceitam em geral cifras em torno de 5% a 10%, valores de acordo com as simulações que apresentamos acima.

Todos os apostadores sérios e tipsters profissionais guardam um registro de suas apostas como forma de contabilidade. A partir desta informação, não é difícil extrair valores de odds médias que foram apostadas, valor médio encontrado em nossas apostas, e realizar simulações utilizando Excel ou qualquer outra planilha de cálculo para determinar as percas prováveis e definir limites de stake que se encaixem nas operações individuais. Para os mais aventureiros e para aqueles que não têm medo de programação e matemática, um pacote de análise estatística é de inestimável ajuda para estudar diferentes cenários e avaliar as probabilidades de sucesso e fracasso na operação. A natureza estocástica e às vezes aleatória operacional em apostas podem ser modeladas bem com essas ferramentas.

Para fins de orientação e com o objetivo de dar um guia matematicamente justificado, a tabela abaixo mostra os resultados de simulações com diferentes Odds assumindo um +EV de 5% sobre as apostas, e outro de 15%. O limite de stake desta tabela é calculado como o valor máximo que faz com que em nenhuma simulação de uma probabilidade de 1000 cenários, o apostador quebra sua banca após 100 apostas consecutivas:

Odd MédiaLímite de stake com +EV 5%Límite de stake com +EV 15%
24%6%
33%4%
52%2.5%
101.5%1.7%

Observamos que conforme aumentam as Odds das apostas, o mais importante é reduzir nossa exposição ao risco e utilizar stakes mais pequenas. Por isso, um apostador que aposta habitualmente a odds de 2 poderá se permitir colocar 3 vezes mais dinheiro em cada uma de suas apostas que um apostador de Odds 10, graças a frequência de acerto ser muito superior, apesar dos prêmios serem reduzidos. Observe que, as odds baixas nos permitem girar o dinheiro muito mais rápido do que as odds altas. Se apostarmos 4% a odd de 2, em 4 apostas teremos usado 16% de nossa banca com uma rotação de 2 vezes na taxa de acertos. No entanto, com uma odd de 10 e limite de 1.5%, em 10 apostas teremos investido uma quantidade total de dinheiro similar completando 1 único clico de acertos. O que sugere que pode ser mais rentável concentrar em odds baixas e realizar menos apostas, que realizar muitas apostas a odds mais altas com frequências de acertos menores.

Esta abordagem pode parecer conservadora para o mais agressivos e ousados, e é provavel que apostadores mais experientes encontrem situações nas quais prefiram ir mais além deste limite. Porém, a partir desse artigo, podemos recomendar prudencia, especialmente a essa maioria de apostadores que estão nesse mundo por diversão. Melhor nos conformar com pequenas vitorias que correr o risco de apostar demais e terminar com nossa conta completamente zerada.

O perigo de estratégias “Martingale”, “d’Alembert” e semelhantes

É muito popular, especialmente entre os aficionados dos jogos de cassino e de puro azar, a estrategia denominada “Martingale”. Esta estrategia se originou entre os jogadores de roleta e consiste em ir dobrando consecutivamente a aposta conforme avançamos em uma perca. Dito de outra forma, se começamos apostando uma unidade em um evento (por exemplo, o jogo da roleta) e sai ao contrario (o preto), dobramos a aposta de novo. Se perdemos quadruplicamos, se perdemos apostamos 8 unidades, em seguida 16, 32, etc. Em tese, mais cedo ou mais tarde a bola cairia no vermelho e deveríamos ganhar, e nesse caso recuperaríamos todas as nossas percas e obteríamos como beneficio a unidade apostada inicialmente.

Obviamente se trata de uma estratégia perigosíssima que devemos desencorajar a todos apostadores. Estas estrategias só funcionam com dinheiro infinito, e no entanto, se o valor das apostas é negativo como acontece na roleta, a banca sempre ganha se sai o 0, o apostador tem esperança matemática negativa de obter benefícios. Com orçamentos limitados, o risco de quebrar a sua banca é enorme, pois vamos aumentando nossa stake conforme aumentam nossas percas. Circulam entre os apostadores, variantes desta estrategia em que se aumenta a quantidade de dinheiro conforme entra em uma sequencia de perdas. Algumas tem sido batizadas com nomes próprios, como francês d’Alembert, cujos métodos de analises de sistemas físicos pouco tem a ver com a gestão de dinheiro nas apostas. Assim que não devemos nos deixar levar pela intuição, nem pela aparência de respeitabilidade que oferecem determinadas denominações e evitarmos esses tipos de manobras.

Estratégias “Anti-Martingale” e Gerenciamento de Banca

Então, se devemos fugir das estrategias “Martingale”, parece que a rota de escape nos conduz a empregar a tática contraria. Para isso, seguir procedimentos que reduzam nossas apostas conforme entramos em uma sequencia negativa se torna um sábio conselho e uma cautela saudável. A tentação de todo jogador de ressarcir suas perdas aumentando a quantidade de dinheiro apostada é uma causa habitual de perda completa da banca, e inclusive de levar o jogador a problemas econômicos sérios a nível pessoal se seu orçamento é ignorado. Seguir o caminho contrario e reduzir as apostas conforme diminui nossa conta, é uma tática prudente que devem considerar todos os apostadores.

Lembre-se que uma sequencia negativa pode ser por azar e a natureza estocástica do resultado das apostas, mas também pode acontecer pelas más estimativas na probabilidade real de sucesso. Os métodos que empregamos para determinar uma aposta muitas vezes se fundamentam na consideração subjetivas de fatores envolvidos nos resultados, mas de nenhum modo nos garatirão que serão acertadas. Dito de outro modo, pode acontecer que uma sequencia de perdas não se deva simplesmente a má sorte, mas que estamos a calcular mal as probabilidade e realizamos apostas com pouco valor ou mesmo negativo. Nestes casos, os apostadores deveriam reduzir sua exposição ao risco e avaliar se os mé todos que empregam em suas operações seguem sendo eficazes.

Conclusão

Uma gestão rigorosa e inteligente do nosso dinheiro é essencial para sobreviver no mundo das apostas. Limitar a quantidade de dinheiro que dedicamos a cada aposta é uma precaução imprescindível para reduzir os nossos riscos econômicos. No mundo das apostas habitualmente a cifra utilizada é de 5% a 10%, mas os resultados que temos apresentado neste estudo sugerem que poderia ser recomendável usar valores ainda mais baixos do que este valor, dependendo das Odds com que normalmente apostamos.

A sequencia de perdas que todo apostador tem experimentado tem uma justificativa estatística inegável, levando em conta os cálculos apresentados e a natureza intrinsecamente probabilística das Odds das casas de apostas. São essas perdas negativas que podem consumir toda nossa banca e nos tirar do mundo das apostas. Por isso, é importante minimizar na medida do possível seu impacto em nossa conta. Para conseguir isso, apostas em odds baixas ajuda a minimizar os períodos de seca, e convêm fugir de estrategias que aumentem nosso investimento caso entramos em percas. Na verdade, seguir orientações que reduzem nossa exposição ao risco durante esses períodos ruins é mais recomendável.

Existe um âmbito muito similar no mundo das apostas, onde a gestão do dinheiro é igualmente crucial. É naturalmente, investir no mercado de ações. Os apostadores têm muito a aprender com as técnicas de gestão de dinheiro empregados pelos traders da bolsa ao fazer a gestão do dinheiro. Muitos de seus princípios são de aplicação direta em nossas operações.

Te desejamos boas apostas!

 

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